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segunda-feira, janeiro 07, 2008

Ecologicamente correcto

Para qualquer empresa que opere na Indústria do Turismo, a preocupação ambiental é, por questões óbvias, essencial. No entanto é também uma crescente tendência de moda e uma oportunidade de repensar o plano de marketing, redesenhando a estratégia de atrair novos clientes obtendo maior rentabilidade com o retorno dos que já estão fidelizados.

É obrigatório para qualquer empresa “pensar verde” e focar em valores que, até há pouco tempo, eram só valorizados por uma pequena elite e que neste momento passou para o mercado no seu todo.

A verdade é que, actualmente, tudo tem de ser ecológico – são hotéis eco, são automóveis de aluguer eco, são actividades ao ar livre totalmente eco, comida eco de origem bio sem químicos, e até companhias de aviação eco.

Mas quais os passos que podem ser dados? A lista é imensa, e começando pela simples mudança no tipo de papel usado para brochuras, ao uso dos químicos de limpeza, passar pela conversão de carbono plantando árvores, ou até ao envolvimento do próprio cliente na dinâmica ecológica.

Para quem não sabe por onde começar, o primeiro passo pode ser dado em http://www.mycarbonfootprint.eu/pt/ .

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Novo ano, novo blog!

Após um ano extremamente atarefado e sem disponibilidade para uma publicação periódica, visível pela data do último post que aqui inseri, pretendo começar o 2008 em força!

Para já apresento em primeira mão o redesign do blog. De leitura mais fácil e sem o cabeçalho carregado de cor. Aceito críticas :-)

Como poderão reparar o título também muda. Embora mantenha o nome do blog, pretendo explorar outros caminhos do marketing na indústria do turismo para além da relação do 'um para um'. No entanto deixo claro que continuo a defender que toda a estratégia deve ser preparada para garantir a lealdade do consumidor- afinal é para ele que trabalhamos. E como já disse em artigos neste blog, é mais barato obter lucro de um cliente já existente do que de um novo cliente!

Para já é tudo... retorno em 2008. Até lá, tenham umas óptimas entradas e que o próximo ano seja um ano cheio de clientes satisfeitos e rentabilidades altas.

Mário Alcântara

quarta-feira, novembro 29, 2006

A grande ruptura

Se existe momento para repensar o modo como toda a indústria do turismo em Portugal está a operar é este o momento. Hoje, sem dúvida, estamos no início de uma nova ruptura que surge após um longo período de dez anos, momento em que um novo canal de distribuição, a Internet, passou a fazer parte integrante do modelo de negócio.

A indústria do Turismo é uma indústria muito particular, provavelmente com o maior número de variáveis que rapidamente poderão levar ao nosso sucesso como ao completo fracasso. É ser uma indústria totalmente virada para os serviços, e obrigatoriamente focada para o consumidor. Pelo menos deverá ser este o caminho.

O consumidor parte de uma posição neutra. Todos os intervenientes, sejam eles agências, hotéis, aviação, restauração ou outros, têm de repensar no modo como valorizam o seu serviço e a sua relação de forma a criar o seu cliente ideal. É fundamental gerir as suas expectativas e saber ouvir. É fundamental ganhar um cliente e não uma simples venda.

Por onde começar?

As pessoas. Escusado será dizer que são o maior activo que uma empresa de serviços possui. É essencial requalificar, pagar melhor e motivar para que dominem o que vendem e tenham orgulho do que fazem. Ter profissionais que optam pelo turismo simplesmente porque necessitam de um emprego temporário “até arranjar melhor”, ou aplicar a eterno pretexto que em turismo os ordenados são baixos é o princípio a ser mudado. A qualidade tem de ser paga e baixando o “turn-over” vai aumentar os níveis de relação entre os profissionais, a empresa e os seus clientes. Uma mais valia para as empresas será sempre uma mais valia para os clientes.

A tecnologia. O surgimento do “social-networking” com ênfase cada vez maior nas mais variadas faixas etárias e classes sociais, enquadrado na nova geração de serviços na Internet , já apelidada de Web 2.0, é algo que se tem de estar atento e activo. Os consumidores são cada vez mais informados. Partilham informação e recolhem dados. Eles são os novos agentes de viagem e até os próximos operadores turísticos. Tudo pelo simples prazer de partilhar informação. Se para alguns poderá ser uma ameaça, essencialmente em nichos de mercado que os valorizam pela informação e experiência que possuem, é a maior oportunidade de sempre. Finalmente os consumidores poderão fazer parte de uma marca e sentirem-se ligados à mesma participando na sua construção. É o novo desafio na fidelização. No entanto quem não ficar atento poderá ter as suas consequências.

A comunicação. Em primeiro lugar é importante não esquecer que o consumidor evoluiu. Tem acesso a todos os preços, tem possibilidade de orçamentar praticamente todos os serviços por ele próprio e até reservar. A segurança que ele depositava nos intervenientes, sejam eles agências e operadores, está consequentemente a diminuir. O desafio passa por ganhar de novo a confiança. Suplementos, taxas, classes de reserva, alojamentos demasiado standard ou sempre completos sem disponibilidade, são argumentos mais que suficientes que leva que todo o investimento na comunicação efectuada se desvalorize e seja ineficaz. Outro lado importante na comunicação é focar nos segmentos. Cada vez é mais fácil ouvir o consumidor, segmentá-lo e oferecer-lhe de facto o que se enquadra no que pretende. Não só é uma forma muito eficaz de o fidelizar como também de gerir as suas expectativas e assim controlar todas as variáveis que envolvem o serviço proposto.

É fundamental ser obcecado pelo cliente. É importante abordá-lo de diferentes frentes – segmentação e criação de grupos alvo e desenvolvimento de uma relação contínua, usando a tecnologia e recursos humanos motivados.